Marinho diz não ter como dar subsidio de 90% a casa popular

Marinho diz não ter como dar subsidio de 90% a casa popular

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirma que não há dinheiro para o governo contratar novas habitações para famílias que recebem até R$ 1,8 mil mensais nos moldes do antigo Minha Casa Minha Vida. A chamada faixa I do programa agora substituído pelo Casa Verde e Amarela concedia subsídios de até 9o% do valor do imóvel, com parcelas fixas de no máximo R$ 270.

“Para fazer novos empreendimentos no faixa 1, tem de ter orçamento. Só terão novas (casas) se o Parlamento decidir que há recurso para isso”, disse Marinho ao Estadão/Broadcast.

Em tese, o “grupo 1” do Casa Verde e Amarela absorveria o público-alvo da antiga “faixa 1” do Minha Casa, por ser direcionado a famílias que ganham até R$ 2 mil por mês. Mas as semelhanças param por aí. No novo programa, os mutuários terão de pagar juros a partir de 4,25% ao ano. Já quem fechou um contrato pela antiga faixa nem chegou a pagar juros, além de ter recebido subsídio de até 90% do valor do imóvel.

“Uma das dimensões do problema é o reconhecimento de que não há como subsidiar mais o antigo faixa 1. Ele existia só no papel. A faixa dependia fortemente de subsídios e, com a crise fiscal, isso não é possível”, diz o professor Robson Gonçalves, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Levantamento da Abrainc, entidade que reúne as incorporadoras, em parceria com a FGV, aponta que o déficit de moradias cresceu 7% em dez anos, de 2007 a 2017, tendo atingido 7,78 milhões de unidades.

 

Fonte*: Estado de São Paulo

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