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Matheus Tolentino

Advogado e Servidor Público. Chefe de Gabinete do Vereador mais votado da história de Guarulhos.

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Não era soberania nacional. Era soberania do ditador

Durante anos, a esquerda nacional e internacional repetiu como mantra que a Venezuela era um “Estado soberano” e que qualquer reação externa seria “interferência imperialista”

09.jan.2026 às 14h10

Enquanto isso, Nicolás Maduro fraudava eleições, prendia opositores, calava a imprensa e empurrava milhões de venezuelanos para o exílio.

Curioso como a “soberania” só valia para proteger o ditador.

Nicolás Maduro, é escoltado por agentes federais dos Estados Unidos após sua captura em uma operação militar e sua transferência a Nova York, onde enfrentará acusações judiciais, incluindo narcotráfico e terrorismo, conforme acusação do governo americano.

Nicolás Maduro, é escoltado por agentes federais dos Estados Unidos após sua captura em uma operação militar e sua transferência a Nova York, onde enfrentará acusações judiciais, incluindo narcotráfico e terrorismo, conforme acusação do governo americano. — Foto: Reprodução

Nesta semana, o mundo assistiu a uma virada concreta: a ditadura venezuelana deixou de ser tratada como intocável. Pela primeira vez em muito tempo, alguém decidiu chamar o problema pelo nome — não era soberania, era tirania travestida de Estado.

O que aconteceu deixou uma coisa clara: soberania não é escudo para bandido de Estado.

Não é salvo-conduto para quem transforma o país em cárcere.

Não é desculpa para fraude eleitoral, perseguição política e miséria institucionalizada.

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E aqui está o ponto que muitos fingem não entender:

A soberania da Venezuela já tinha sido destruída por Maduro.

O que veio depois não foi violação — foi consequência.

Quem sequestra o voto, destrói a democracia e governa pelo medo não pode exigir respeito institucional como se fosse um líder legítimo. A soberania não pertence ao governante, pertence ao povo. Quando o governante rompe isso, ele mesmo rompe a soberania.

O discurso de indignação soa bonito em seminário universitário, mas é vazio diante da realidade. A realidade é simples: não havia soberania onde só um mandava. Havia um ditador soberano — e um povo refém.

Esse episódio expôs, mais uma vez, a falência moral de quem relativiza ditaduras conforme a conveniência ideológica. Quando o autoritarismo é “do lado certo”, vira resistência. Quando não é, vira ameaça global.

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Soberania de verdade não teme responsabilização.

Não teme eleições limpas.

Não teme imprensa livre.

O resto é retórica para proteger tiranos… e enganar militância.

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