Anatel começa processo de remoção de quase 400 “Orelhões” existentes em Guarulhos (SP)
Todos os aparelhos, ainda, disponíveis na cidade pertencem a empresa Vivo, antiga Telefônica
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) iniciou neste mês o processo de remoção dos populares e inconfundíveis “Orelhões”, telefones públicos utilizados em todo território nacional desde a década de 1970. Na cidade de Guarulhos (SP), ainda, existem 382 aparelhos deste modelo, que pertencem a Vivo, que incorporou as atividades profissionais e econômicas da espanhola Telefônica em 2010.

Telefones públicos, popularmente conhecidos como “Orelhões”, ainda, podem ser encontrados na região central — Foto: Divulgação
Era uma época muito boa, mas que com o tempo foi perdendo sua utilidade em função da modernidade. Que atire a primeira pedra aquele que nunca usou um ‘Orelhão’ nessa vida. Vai deixar saudades, disse Henrique dos Santos, 72 anos, aposentado e morador do Jardim Tranquilidade.
Segundo informações obtidas pelo portal Conexão Guarulhos, a Anatel pretende remover todos os equipamentos do País até o dia 31 deste mês. No ano anterior, a concessão da telefonia fixa para as cinco empresas responsáveis pelos “Orelhões” de todo País – Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica (Vivo) -, foi encerrada, e com isso as mesmas deixam de ter responsabilidade de manter a infraestrutura dos telefones públicos.
Vou ficar com muita saudade. Eu usei muitas fichas e cartões nestes telefones públicos. Ás vezes, as pessoas me alertavam sobre o tempo, que passava desapercebido. Depois disso comecei a procurar horários mais inusitados para usar tranquilamente. Foi uma época muita boa, concluiu Mariana Ribeiro, 69 anos e morador de Cumbica.
Diante deste contexto, a respectiva agência nacional exigiu maior investimento no setor de telefonia por parte das referidas empresas como contrapartida, em especial, em telefonia móvel e banda larga. Esse aparelho surgiu no ano de 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira e marcou presença na comunicação dos brasileiros até o começo dos anos 2000.