Gabriel Peri o nome da MPB Guarulhense
Conexão Guarulhos teve a oportunidade de conversar com o cantor e multi instrumentista Gabriel Peri, e descobrimos um pouco mais sobre sua história.
C.G: Como iniciou sua carreira?
G.P: Comecei muito cedo, de forma bastante orgânica. A música sempre esteve presente na minha vida, primeiro como curiosidade, depois como necessidade. Toquei em projetos coletivos, bandas. Estudei música formalmente e fui entendendo, aos poucos, que aquilo não era só um hobby. A carreira foi se construindo no fazer: compondo, tocando, errando, aprendendo e insistindo.

Gabriel Peri — Foto: Arquivo pessoal
C.G: Você sempre viu a música como uma possibilidade de carreira?
G.P: Não de forma linear. Houve momentos de muita certeza e outros de dúvida profunda. Mas, olhando hoje, percebo que a música sempre voltou, mesmo quando tentei me afastar. Em algum ponto, ficou claro que não era apenas uma escolha racional, mas algo que me atravessa. A música acabou se impondo como caminho.

Gabriel Peri — Foto: Arquivo pessoal
C.G: Quais dos seus trabalhos você mais gosta e por quê?
G.P: Tenho um carinho especial pelo disco Terra. Ele representa um período de amadurecimento
artístico e pessoal. Foi um trabalho feito com mais consciência, mais escuta e menos pressa. Mas, ao mesmo tempo, estou sempre apaixonado pelo que estou fazendo agora porque sinto que cada novo projeto carrega tudo o que aprendi até aqui.
C.G: Você ficou três anos afastado das redes sociais, como foi esse processo e por quê?
G.P: Foi um afastamento necessário. Em algum momento, senti que a relação com as redes.
Estava mais me afastando da música do que aproximando. Eu precisava de silêncio, de
tempo, de voltar a escutar a mim mesmo e o mundo ao redor. Esses três anos foram de reorganização interna, de estudo, de vida real acontecendo fora da tela.
Não foi um sumiço por rejeição, mas por cuidado. Entendi que, pra continuar criando com verdade, eu precisava sair do ruído, diminuir a pressa e reencontrar o prazer no processo.
Hoje, quando volto, volto diferente: mais consciente, mais inteiro e usando as redes como
ferramenta, não como medida de valor.
C.G: Quais são suas inspirações brasileiras?
G.P: Minhas inspirações passam muito pela canção brasileira em sua dimensão mais sensível.
Artistas como Caetano Veloso, Milton Nascimento, Clube da Esquina, mas também nomes mais recentes que dialogam com a intimidade, simplicidade e a força da canção: Gadel,Victor Cali, Warley Noua, Jéssica Rosa, Rafa Alface, dentre outros. Gosto de quem faz música como gesto humano, não só como produto.
C.G: O que podemos esperar de Peri em 2026?
G.P: Um artista mais inteiro, mais presente e menos apressado. Em 2026, quero mostrar um trabalho que dialogue com o processo, com a verdade do momento e com o prazer de criar.
Vem coisa nova, parcerias, canções que nasceram do encontro e da escuta. Mais do que resultados, quero oferecer continuidade.
Uma coisa que posso adiantar é um processo de composição com meu parceiro de música GADEL. Estaremos lançando um EP esse ano.