Jornalista guarulhense cobra Milei por agilidade no processo de exílio às vítimas do 08 de janeiro de 2023
Cerca de 400 brasileiros direta ou indiretamente ligados ao manifesto realizado no dia 08 de janeiro de 2023 estão em território argentino
Para alguns brasileiros, o dia 08 de janeiro de 2023 parece não ter apenas 24 horas e tampouco tempo para terminar. Isso por que, muitos que estiveram na Capital Federal nesta data para participar direta ou indiretamente do manifesto nacional em defesa da democracia, assim intitulado, sofrem as consequências, por muitos consideradas como injustas e exageradas, impostas pelo sistema judiciário brasileiro.

Marcos Vanucci (á direita) é o único preso-político do País a disputar o pleito eleitoral deste ano — Crédito: Divulgação
Diante deste cenário, o jornalista Marcos Vanucci, pré-candidato à deputado federal pelo PL/SP, cobra agilidade de Javier Milei, presidente da Argentina, na avaliação dos processos de exílio aos brasileiros que estão no país vizinho desde a referida data. De acordo com Vanucci essa é uma questão humanitária, que deve ser classificada como prioritária, e não apenas política.
Espero e acredito muito na sensibilidade do presidente (Javier) Milei na condução destes processos, que significam muito para os brasileiros que escolheram o seu país para se refugiar e consequentemente viver nele, declarou Vanucci.
O repórter guarulhense que tem passagens por veículos de comunicação relevantes do nosso País como TV Globo, RecordTV, RedeTV, Rádios CBN e Globo, revelou que mais de 400 brasileiros estão em território argentino aguardando um posicionamento do governo local em relação ao pedido de exílio político. O mesmo também afirmou que estes sequer tiveram participação direta nos atos de vandalismo às sedes dos três poderes – Executivo, Judiciário e Legislativo -, naquela ocasião.
É uma questão de dignidade. O ser humano, em qualquer lugar que ele esteja, é preciso ter acesso aos serviços básicos, além da oportunidade de transitar nos mais variados lugares de cabeça erguida e sem a sensação de perseguição, explicou Vanucci.
O processo de exílio e ou refúgio político na Argentina envolve a solicitação de proteção internacional, por meio, do Conare (Comissão Nacional para Refugiados), que analisa as provas apresentadas pelos solicitantes e os riscos que indivíduo pode sofrer. Caso o refúgio seja aceito, os processos judiciais de extradição em andamento na Justiça de seu país de origem ficam suspensos e ou sem validade.
Estou acompanhando de muito perto, mas muito perto mesmo essa situação. Também espero que sejam todos aceitos naquele país, até por que, tenho a convicção de não cometeram nenhum crime naquela ocasião. Tenho a convicção de que são todos inocentes, disse Vanucci.
Desde que deixaram o Brasil em busca de liberdade e segurança jurídica na Argentina, seis brasileiros foram presos naquele país sem cometerem crime nenhum. Todos ficaram encarcerados por mais de dois anos em presídios. Atualmente, vivem na Argentina sendo monitorados por tornozeleira, além de uma brasileira, que continua detida em presídio comum.
É um absurdo o que está acontecendo com essas pessoas. São cidadãos brasileiros que nunca tiveram problemas com a justiça no Brasil e não cometeram crimes no 08 de janeiro de 2023, pois não há provas disso. Deixaram o País fugindo de perseguições políticas e na Argentina continuam sendo torturadas fisicamente e psicologicamente sem terem cometido nenhuma ilegalidade no país vizinho. Não podemos abandonar essas pessoas esquecidas. Precisamos unir esforços para que todos sejam libertados urgente e possam ter de volta sua vida e dignidade respeitadas, concluiu Vanucci.
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